Aldard - A Sexta Era

Episódio 44
O Poder das Palavras

Deixando os forasteiros para trás com seus problemas, capitã Seawolf cogita a hipótese arriscada de se envolver na demanda contra o dito demônio que os forasteiros dizem querer combater e para quem a cachoeira-humana-recém-capturada-por-eles trabalhava, logo desencorajada por seu navegador e gigolô com cheirinho de elfo Arcantus e sua imediata, capataz e projeto de harpia Ula’ena. Após rápida conferência dos espólios deixados pela maga chorona, Angela confisca a maioria dos bens para si e deixa um pequeno amuleto para a strix, a pretexto de pagamento. Ula aceita a contragosto. Na noite do mesmo dia em que zarparam, a mesma mulher-corvo avista do alto do seu caralho um névoa claramente antinatural se aproximando do navio. As manobras de Arcantus para desviar da dita-cuja não surtem efeito, pois a névoa segue ao encontro do Mustapha Voador, tomando-o quase por completo. Todos se prontificam para o combate iminente, incluindo Yorg, o meio-capiroto-da-poker-face. Arcantus dissipa parte da névoa com magia, enquanto gritos e ossos quebrando são ouvidos ao longe (não, não são os de Yorg. São de algum marinheiro no lugar errado, na hora errada, enfrentando o monstro errado). Uma esfera de fogo atravessa o ar sobre o navio, acertando Ula. Em meio ao caos, Yorg emerge das brumas, para ser terrificado pela presença de um dos monstros, uma bruxa-dos-mares, e sofrer com a perda sobrenatural de parte de sua força. A capitã ataca o monstro impiedosamente, logo seguida por Ula, e despedaçam-na. Após outro grito de agonia na névoa, passos pesados são ouvidos e uma segunda bruxa emerge e ataca as duas. Mesmo sob os golpes de Angela e o enredamento de Ula (e os ataques pouco efetivos de Yorg, debilitado pela primeira bruxa), a criatura consegue agarrar a capitã somente para perecer em seguida pelas mãos da strix. Por fim, a esfera de fogo viaja até o local do confronto e explode em todos os envolvidos. Era uma bruxa-do-sangue. Um breve combate se desenvolve, e ao perceber a desvantagem em que se encontra, a criatura foge se transformando novamente numa esfera de fogo, deixando o navio. A viagem proseegue sem mais incidentes durante o resto da noite.

Uma longa conversa se segue após a chegada de Nerull no agora florido e revitalizado templo da androesfinge, tanto entre o dito-cujo e o grupo (menos o gnomo) quanto entre a guardiã-geomante e o gnomo (menos o grupo). Com o aval da mulher-planta, Elise resolve manter a maguinha-ex-KS-chorona em coma induzido combinado com animação suspensa num esquife de gelo. Determinados a aprender mais sobre o artefato que tinham em mãos e em saber como utilizá-lo em seu benefício, Zuko, em nome de todo o grupo, pede para que a guardiã ensinem-lhes a forma antiga de magia, as palavras de poder. Ela alerta que esse será um processo bastante lento, especialmente para aqueles que não conhecem bem as nuances da magia, mas mesmo assim o grupo persiste. Cinco longa semanas se passam em aprendizado, e somente o clérigo tengu consegue finalmente aprender o necessário para ativar o item, que não só é capaz de revelar o paradeiro das armas sagradas usadas pelos antigos Paladinos (e agora Deuses) quanto também é capaz de coisas ainda mais poderosas, como revelado pela geomante, por possuir uma ínfima parte da essência de Benir, a antiga Deusa bondosa. Usando-o para localizar as Espadas Sagradas, Kraa descobre que uma delas está em Dyll, enquanto outras duas estão para além do continente, supostamente no Grande Leste Vermelho. O próximo destino dos aventureiros, portanto, está decretado.

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Episódio 43
De Volta Para as Montanhas

Depois de interrogar o ogro sobrevivente, nossos heróis descobrem que acabaram de invadir o lar improvisado das criaturas e que não há nenhum tesouro além do anel que o tengu clérigo achou debaixo d’água. Voltando ao navio, capitã Angela tenta mostrar sua autoridade tentando dar uma reprimenda no gnomo, que responde com uma sonora gargalhada. No dia seguinte, uma criatura de algas escala o navio até o convés e consegue enfeitiçar Ula’ena. A strix repentinamente ataca Arcantus enquanto a capitã lida com o monstro. Logo em seguida, outro monstro-alga sobe o navio e Nasus tenta dar cabo dele, mas a criatura consegue contê-lo. Ula se volta contra a capitã após jogar a rede no mago, mas é impedida de prosseguir o combate por Elise, que a faz dormir e cair no convés. A capitã consegue rasgar a primeira criatura com sua katana, enquanto Zuko ataca com raios ardentes a que está segurando o paladino, já bastante ferido por suas pancadas. Num esforço conjunto, o grupo cura o paladino e o liberta, cabendo a Zuko os mísseis mágicos finais no melhor estilo Clarissa Mithrandina, que aparecerá ainda mais adiante neste resumo. Não “perda”!

Após um dia de trabalho, Elise finalmente consegue terminar de criar seu mais novo brinquedinho, o consol… bastão metamágico de frio. Ula passou o dia na cela, por ter atacado a capitã, ainda que sob efeito de dorgas; falando nisso, a própria strix fez questão de levar o corpo de uma das criaturas até a cela para “descontar a raiva” no que sobrou, o que lhe rendeu uma viagem ao equivalente dos anos 70 desse mundo, interrompida somente por Arcantus e seu cheirinho de elfo dos campos, trazendo-lhe o jantar.
Na manhã do próximo dia, eles avistam a costa. O druida Caine, certo de que finalmente chegou à sua terra-natal, conduz o grupo até à praia, e desta até o que era o bosque-santuário de sua antiga mestra. Mas o que encontram lá, além das “ruínas” do bosque, é uma cilada, Bino! Ao redor deles, um círculo de invocação se forma, e meia dúzia de diabos barbados os atacam. Elise voa, escapando do cerco, assim como Ula, já voando sobre o local. A bruxa lança uma poderosa magia elétrica contra todos os diabos, que os fere gravemente. O tengu, então, conjura uma magia de confusão, que os fazem se atacar. Logo em seguida, uma névoa venenosa paira sobre eles, forçando-os a se separarem. Em meio à confusão, alguns diabos se atacam e se matam, outros são explodidos por Elise já no turno seguinte. Com sua visão arcana já ligada há algum tempo, Zuko identifica o autor da névoa e dissipa sua invisibilidade. Na verdade, era Mithrandina atacando-os. Sem alternativa, ela tenta se evadir do local, mas Arcantus consegue anular a mágica alvo da maga, que indefesa acaba sendo enredada por Ula e rendida pelo restante do grupo. Após um longo, longo interrogatório, o grupo descobre que a mestra de Caine, a arquidruida Kayla, fora sequestrada por Hans Krüger e seu séquito e ela foi deixada para trás a fim de detê-los. Então, nossos heróis reúnem-se para tomar uma decisão sobre o que fazer com a maguinha NPC mais azarada dessa campanha: despojá-la dos seus itens mágicos e entregá-los à capitã Seawolf e levá-la até Nerull, em busca de um sábio conselho (vulgo, pedir arrego) sobre a melhor forma de tratar do problema que seria tentar salvar a alma de Clarissa, penhorada há muito tempo para as forças do mal, minimizando os riscos inerentes à tarefa.

Após uma escala de 6 segundos em Garnos, eles teleportam novamente até o templo de Nerull e se surpreendem com a exuberância da nova vegetação nos arredores do local. Começa a chover do lado de fora e todos entram no templo, chamando pela androesfinge, mas quem os atende é outra pessoa, conhecida há muito tempo deles: a mulher quimérica de cabelos de cipó. Zuko pergunta algumas coisas a ela, e em seguida revela-lhe o artefato confiado a ele por seu pai Orzain, contando-lhe toda a longa história sobre tudo o que aconteceu a ele mesmo e seu grupo enquanto aguardam o retorno de Nerull.

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Episódio 42
As Aventuras do Mustapha Voador

Yorg, o homem da máscara de poker-face, segue em sua quest pessoal de capturar um bandido procurado e manter as ruas da cidade de Bismut limpas (de bandidos, pelo menos). De taverna em taverna, consegue finalmente achar o sujeito que tanto procurava, sentado numa mesa com outros dois sujeitos encapuzados jogando… vocês sabem. Mal sabia o detetive de meio-período que ele mesmo estava sendo seguido pelo tengu-clérigo-do-todo-poderoso-Grande-Deus-Hilanda-do-Comércio-e-dos-Mares e pela chifrudinha mais querida da mesa, a Rainha Els… Elise. Ambos o encontraram na referida taverna jogando o referido jogo com os referidos senhores na referida mesa após uma rápida investigação sobre os rumores mais recentes da cidade e o infortúnio acontecido ao capitão da guarda que levou a um cartaz de “procurado” a mais pelas paredes da cidade. Assim sendo, ambos tomaram parte no joguinho, que terminou com a saída prematura de alguns, incluindo o suposto alvo de Yorg, e com a vitória incontestável da bruxa. Yorg, por sua vez, foi atrás do sujeito-alvo, e o encontrou nos estábulos atrás da taverna deitado no feno. Após uma tentativa fracassada de cortar a garganta do sujeito (caído, bêbado e supostamente dormindo), o não-tão-assassino-assim se evade do local (vulgo, foge). Elise e Kra (o tengu-clérigo-do-todo-poderoso-Grande-Deus-Hilanda-do-Comércio-e-dos-Mares) decidem chamar reforços (vulgo, Nasus) e seguem para onde o procurado foi – outra taverna. Lá eles encontram o sujeito… lavando pratos. Enquanto Yorg fica de vigia em cima da laje do vizinho, Nasus encara o procurado com toda a bravura que os poderes de paladino lhe concedem, e as partes decidem acertar as contas do lado de fora. Ao ver seu alvo saindo do estabelecimento, Yorg resolve praticar o tiro no dito-cujo… sem muito sucesso. Ao perceber a trairagem de um ser supostamente Leal e Bom, o suposto criminoso percebe q esse negoço tá bugado e sai de cena literalmente desaparecendo em pleno ar. Frustrados com a cagada praticada por Yorg, o trio decide descontar toda a raiva no coitado antes de levá-lo de volta à guarda da cidade, onde encontram o capitão e descobrem que o sujeito que eles acabaram de espancar/gelar/dar sonífero mágico estava também à caça do vândalo que eles deixaram escapar. Após assumir brevemente o cargo de capitão, dado pelo seu antecessor logo depois de um ataque de chilique, Nasus prende Yorg numa cela e volta ao templo. Elise continua procurando o criminoso sem muito sucesso, assim como o tengu. No fim da madrugada, todos se recolhem para se preparar para o dia seguinte, o qual acontece absolutamente nada de relevante.
Enquanto isso, na taverna alugada pela Miss Fort… Capitã Angela, Zuko e toda a tripulação que ajudou a acelerar o conserto do Mustapha Voador caem na bebida enquanto Arcantus e Selene começam a… estudar. Angela, por sua vez, decide sair à procura de um bardo para o navio, sem muito sucesso. Ao retornar, descobre que o gnomo até que dá pra coisa ao vê-lo tocar o instrumento de um dos seus marujos e decide se juntar a eles. Até a temida capat… oficial strix Ula’ena entrou para o karaokê, surpreendendo com a qualidade de seu canto (bem… meio-pássaro, né…).
Dois dias depois, todos os preparativos devidamente feitos, navio devidamente reparado, hora de zarpar. O tengu acaba por levar um amiguinho da igreja do Grande Hilanda a bordo junto com ele, e Elise acaba por levar outro amiguinho junto com ela… só que maior: o Dragonaldo (brilha muito no Curintias) pousa no convés e após ligeiro desentendimento com Zuko, todos se armam contra a pobre criatura de garras e preasas afiadas. Antes que as partes começassem a se matar, porém, Elise faz o bicho dela dormir. Angela convida Nasus a visitar sua cabine à noite, coisa que o paladino faz religiosamente todas as noites (embora o que se faça lá dentro não tenha muito a ver com a religião que o paladino segue). Inexplicavelmente, seu humor melhora dramaticamente durante os dias que se seguem.
Em algum ponto já em mar aberto, Ula’ena, do alto do caralho, avista algo emergindo das águas e nota que o navio está em rota de colisão com a coisa. Angela muda o curso do navio e a manda averiguar o que seria aquilo. A cosplay de corvo (que não é tengu) segue junto com Zuko até a criatura, que na verdade são duas. Uma delas é maior que o barco, a outra tem o tamanho de um humano e atende pelo nome de “Feferi Pixies”. Após uma conversa amigável com ela, que pede um pouco de comida que não seja peixe, Ula e Zuko falam das qualificações culinárias de Elise e a levam para conhecê-la no navio. A bruxa prepara um dos seus melhores pães-com-ovo-gourmet da história deste país, feitos com carne de carneiro, e agrada imensamente a ilustre visitante. Esta também pede ajuda para encontrar seu alguma-coisa-que-ela-não-quis-dizer Eridan, que odeia pessoas da superfície e está de posse de uma arma chamada “raio da morte”. Mais um pouco de conversa, e Feferi se despede do grupo, bastante satisfeita por ter conseguido ajuda e mais pão-com-ovo-gourmet-de-buchada.
No dia seguinte, Ula’ena avista ilhotas e destroços de um navio mercante. A Capitã ordena que um grupo de reconhecimento seja mandado para lá, e Zuko vai junto com a própria Ula e Nasus. Lá, descobrem que esses destroços estavam sendo habitados por um grupo de… ogros-do-mar. O que era uma missão de reconhecimento virou uma missão de matar-pilhar-destruir, algo que fizeram com maestria após o gnomo explodir o interior dos destroços com os ogros dentro, Elise eletrocutá-los e Angela, Kra e Ula alfinetarem mais alguns. No fim, um único sobrevivente foi premiado com um interrogatório, a ser promovido pelos invasores do Mustapha Voador.

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Episódio 41
O Poste de Mil Peças de Ouro

Nasus e seus guias tengu finalmente chegam à bela cidade de Bismut, fortemente guardada por muralhas velhas e guardas desinteressados, e com um povo hospitaleiro, sempre disposto a oferece o que tem de melhor aos visitantes. Após pagar para os outros dois tengus, o terceiro tengu decide acompanhar o paladino até o templo de Seth, onde encontram ninguém menos que Zuko e sua “comitiva”, que haviam chegado há pouco tempo no mesmo local. Gliese se reporta ao clérigo anão, chamado Rhuimm, aparentemente o manda-chuva desse templo enquanto Nasus, o gnomo e o tengu conversam longamente. Em pouco tempo, Elise alcança também a cidade, acompanhada de seu novo “amiguinho” dragonado, o qual se recusa a entrar na dita-cuja. Mesmo assim, a chifrudinha adentra os portões da cidade e, após rápida busca, descobre o paradeiro do gnomo a quem vinha procurando.Elise chega ao templo de Seth e pergunta por Zuko, sendo atendida pela paladina gnoma. Esta comunica o fato de não muito bom-grado ao dito-cujo, e com Nasus próximo o suficiente para escutar o nome da bruxa à espera, este desce de espada em punho para tirar satisfações de episódios envolvendo almas vendidas, vários nív… meses atrás. Mais conversa depois, o paladino se convence de que a bruxa deseja se redimir de certos “erros” passados, e se junta ao grupo deles em sua demanda.
Yorg, impaciente com o ócio forçado a que está sendo submetido, decide procurar trabalhos… perigosos… dentro da cidade. Ouve do taverneiro histórias sobre vandalismo, arruaça e postes quebrados no peitoral do capitão da guarda, aparentemente provocados por um único homem, cuja captura vale nada menos que mil peças de ouro. Tenta dormir para aproveitar a noite a seguir, mas devido aos malditos marujos o incomodando por nada, decide sair dos seus aposentos. Pela janela, é claro. Segue pela cidade em busca de pistas, uma busca que dura o dia inteiro e aparentemente nenhum sucesso.
Capitã Angela Seawolf acorda após uma ressaca particularmente forte, com seu subordinado Arcantus ao seu lado na cama. Sem tempo nem condições de pensar a respeito, desce para tentar organizar-se durante sua estadia forçada na cidade de Bismut: precisa de um navio consertado e mais do que seus atuais oito tripulantes. Como a segunda parte é mais fácil de arranjar do que a primeira, transmite ordens a Arcantus e decide ir pessoalmente ao porto recrutar pessoas para seu navio. Seus grandes dotes se revelam mais efetivos do que de costume, e nada menos que vinte homens aceitam seu chamado na primeira leva.
O tengu e Nasus decidem ir ao templo de Hilanda à procura de alguém que possa ajudá-los a zarpar da cidade o mais rápido possível, dada a urgência da tarefa imposta ao paladino. Uma senhora de meia-idade os recebe e revela a atual situação dos navios no porto e do mar ao redor da cidade, e recomenda que eles procurem pessoalmente por alguém no cais se quiserem partir depressa. Eles de fato encontram uma senhorita de cabelos ruivos e olhos ametista, recrutando tripulantes para sua embarcação. Após rápida negociação, Nasus e o tengu concordam em ser parte da tripulação da capitã ruiva, que os manda até a taverna onde seus tripulantes estão hospedados e para onde mandou os outros vinte marinheiros.
Durante a conversa, Elise revela que Latimeria havia caído para os brancos. Altamente preocupado, Zuko tenta o teleporte direto à sua cidade-natal, sem sucesso, mas consegue numa segunda tentativa para um local próximo, uma grande confluência de caminhos subterrâneos onde está ocorrendo uma batalha entre anões da cidade e um exército de humanos de pele pálida e surpreendentemente bem equipados. O comandante das tropas humanas, um cavaleiro de armadura negra brandindo uma enorme espada com a peculiaridade de ser oca no meio da lâmina, destroça os anões um a um com facilidade. Invisível, Zuko percebe o imenso poder da espada se manifestando em múltiplas auras e, quando tenta avançar pelos túneis onde estão entrando o já vitorioso exército de humanos, recebe um raio de energia que drena parte de sua força vital. Imediatamente ele retorna à segurança de Bismut e comunica o que viu aos seus aliados.
Ula’ena estava cansada de ter de ficar numa cidade cheia de humanos, mas quando já parecia ruim o suficiente, mais humanos aparecem na taverna. Dizem eles que foram mandados para assinar o livro de admissão, que por sinal deveria estar com o primeiro-imediato, mas este estava dormindo no quarto e o livro não estava com ele. Fato constatado, ela faz rápida visita ao navio, onde encontra Arcantus e o livro. Ela leva o segundo. Fazendo as vezes de secretária de RH, Ula faz os novatos assinarem o maldito livro, incluindo o homem-de-lata que chega junto com um homem-corvo. Humanos… Como se não bastasse, parece que a capitã resolvera diversificar a “fauna” do navio com mais espécimes: além dos dois seres já descritos, também estão entre os recrutados um casal de gnomos, mais mulheres exóticas e um homem vestido de peles, provavelmente algum selvagem perdido. No mínimo deve ser mais alguma requisição feita pelo engomadinho…

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Interlúdio
Pausa para o mimimi

Baldur está morto. Ou melhor, Ralphus Luthgar está morto. A carta, deixada em poder do sumo-sacerdote Edir, não deixa dúvidas: “Se você está lendo isso, foi mal… eu morri”. Ela foi entregue à sua esposa Aldina e aos seus dois irmãos. Segundo o próprio Edir, ele foi assassinado por um dos lacaios da lich que havia tentado invadir a cidade, e seu corpo havia sido desintegrado. Literalmente. Os irmãos Luthgar, exilados há muito de seu lugar em Garnos, foram resgatados por esse seu irmão mais novo no mais crucial dos tempos para a cidade. A população, refugiada e a caminho da decadente Lilken, recebeu ambas as notícias junto com uma outra ainda melhor: a de que o ataque à cidade havia sido neutralizado. Ao invés de serem recebidos como heróis, foram os dois irmãos que receberam o povo de volta às muralhas e por ele foram aclamados. Alderom, o mais velho, foi coroado rei ao desposar uma nobre, conhecida apenas como Branca, passando a serem nomeados Rei Alderom I e Rainha Branca. Manor, o outro Luthgar, acabou por casar-se com uma barda, viúva de Ralphus segundo ela própria. Aldina Luthgar espera uma criança.


Blair retorna à floresta com o que restou de seus servos mortos-vivos e seu abissal marido. Ambos devolvem-na aos monstros errantes que ainda vagavam pelas terras humanas, e os tornam seus aliados. Um novo reino de terror é criado, o bosque da Deusa, outrora pertencente aos elfos, agora é profanado pela presença de incontáveis monstros e mortos-vivos. As terras próximas, já há muito abandonadas devido aos ataques das bestas expulsas da floresta, tornaram-se terras fantasma, igualmente assoladas por crias necromânticas. Mas uma criatura a atormenta ocasionalmente desde que lançou expedições para expandir seus domínios no Bosque – aqueles que atravessam o rio Demara, mortos ou vivos, não voltam. Relatos de um humanoide branco e sem rosto espreitando na outra margem são abundantes. Apesar de ter plena convicção de poder eliminar a criatura facilmente (e reerguê-la como seu escravo), em vez disso, Blair concentra-se apenas em reunir mais forças e mais servos, vindos não só da floresta como também do pântano onde outrora vivia sua tribo e seu coven.


Wyrd Deipnon conduz diligentemente sua tribo de catfolk, agora com suprimentos e transporte providenciados por ela própria em Lilken. Ao aproximar-se novamente da cidade de Misk, vê fumaça no horizonte acima da cidade. Sua trilha a leva pelo istmo que une o continente aos Montes Atrozes, lar de Nerull, da vila de tengus e das ruínas mágicas, seu objetivo. A jornada é longa e perigosa, e apesar de todos os cuidados para com seus protegidos, ocorrem mortes – entre elas, a do ancião da tribo, durante um ataque de basiliscos – mas Wyrd, chamada “Embla” entre os seus, persevera entre as montanhas. Com a ajuda de Nerull, consegue alcançar as ruínas e após algum tempo, encontra uma passagem para entrar sob o manto de vento mágico que protege o local. Conduzindo a tribo pelas ruínas, encontra-se mais uma vez com um dos guardiões de templo – a criatura conhecida como Alkah, dita “a última geomante”, oferece-lhe um trato em que os catfolk poderiam viver eterna e pacificamente junto com os outros habitantes dentro das ruínas e Wyrd, seria a guardiã do seu templo em seu lugar, igualmente pela eternidade. Em troca, Alkah estaria livre mais uma vez para vagar pelo mundo. Trato feito. Trato aceito.


O Exército de Lilken chegara tarde para a batalha, como Coringa pôde constatar. A relutância de grande parte das tropas em participar de um combate que não era seu poderia, mas não foi a razão do atraso. O errante aventureiro acabou descobrindo por acaso que os comandantes das tropas haviam sido assassinados. Enquanto se esgueirava entre os acampamentos para descobrir quem os havia executado, viu sua comparsa de cabelos ruivos deixando o local. Seguindo-a, obteve a resposta dela: “Elfos. Essa guerra não é nossa. Estou voltando a Bismut, terminar o que VOCÊ começou.” Sem outra alternativa, Coringa mais uma vez viaja com Katarina até a cidade do outro lado das montanhas…


A notícia de que a cidade de Misk fora ocupada por tropas élficas chegou tarde demais a Edir e Vayne. Mesmo com ambos convencendo a Rainha Branca e o Rei Alderom I a mandar os exércitos de Lilken, mesmo sem comandantes, para retomar Misk, não houve como evitar a queda. Por ter aberto as portas aos refugiados de Anadyr, porém, o sumo-sacerdote do Grande-Deus-Hilanda-do-Comércio-e-dos-Mares foi “convidado” a retornar à sua igreja e passou a ser considerado um “aliado” pelo comandante élfico, o General Landar. E por ter resistido à ocupação, a igreja de Seth foi sumariamente destruída, e seus servos foram mortos ou aprisionados. Seu líder, o sacerdote Thomas, foi executado pelo próprio general. Em negociações tensas, Edir conseguiu resgatar a população sobrevivente e a enviou para Garnos, enquanto ele mesmo permaneceu e Misk como “refém” dos elfos. Jurando vingança, Vayne deixaria Garnos para tentar reunir aliados contra os elfos, mas antes recebeu notícias que a fizeram mudar de ideia: o exército de Lilken foi atacado por um número incontável de “não-mortos”, os mesmos que assolam os túneis que levam a Latimeria.
Liderados por Hans Kruger.


Os comandantes escolhidos para liderar os exércitos de Lilken na investida contra Misk ocupada não conseguiam manter sequer a ordem entre os soldados. Dando um passo à frente e se oferecendo para comandar o reduzido contingente de paladinos, Nasus se põe à disposição. Vayne nega seu pedido, e o mantém na cidade junto com o que sobrou das forças de Seth. Mesmo que tenham aceitado batalhar contra os elfos, os novos comandantes de Lilken viram sua cavalaria e infantaria desertar em grande número diante do que viram após os primeiros dias de viagem. Homens e mulheres portando armas rudes e não mais do que peças de armaduras soltas. Aos milhares. Ao serem atacados por esse arremedo de exército, notaram que eles continuavam a combater como se não existisse dor em seus corpos. Mesmo feridos e desmembrados, eles continuavam a atacar. Certamente não eram mortos-vivos. Sangravam e morriam como pessoas comuns, mas a demora com que isso acontecia e o fato de não sentirem o corte de uma espada ou o perfurar de uma lança enervou as tropas de um jeito que fez com que a batalha virasse de lado. Reunindo aqueles que permaneciam firmes, um cavaleiro montado numa grande ave comandou uma nova reviravolta, combatendo o comandante inimigo face a face. Ambos saíram seriamente feridos do embate. O cavaleiro foi aclamado como “general Chockobo” pelos poucos bravos que combateram até o fim e sobreviveram, mesmo depois de descobrirem que se tratava de uma jovem chamada Helveska. Retornaram a Lilken com ela, alquebrada porém viva. Hans Kruger foi salvo por sua serviçal antes das tropas de Lilken acabarem com o último “não-morto”.


Com Edir mantido em Misk e o ataque ao exército de Lilken, Julia e seu pequeno grupo decide voltar a Garnos e organizar sua prometida sede de guida, contando agora com mais dois “sócios” ilustres: uma sereia (!) e seu servo, um homem vindo de terras estrangeiras. As notícias de Latimeria haviam cessado de chegar desde antes do cerco à cidade. Elise decidiu tentar resgatar Clarissa, mas não sabia onde ela poderia estar. Dos vários lugares que ela visitou, em nenhum a jovem bruxa conseguiu pistas de onde ela estaria. Mas algo a perturbava. Uma presença. Onde quer que ela fosse, sentia sempre que havia alguém a seguindo. Em mais de uma ocasião, deparava-se com uma rosa vermelha deixada sempre num local perfeitamente visível. E claro, Elise sempre as evitava. Cansada de jogar com a criatura, ela finalmente decide enfrentá-lo. O ser mais uma vez tenta levá-la consigo, mas desta vez Elise resiste e consegue aprisioná-lo no gelo antes de fugir. Sabendo há muito que este não é mais um continente seguro nem mesmo para ela e que suas irmãs talvez tenham enlouquecido depois da destruição de Anadyr, a tiefling decide seguir a única pessoa que ela conhece com um mínimo de bom-senso, e acaba descobrindo que ele se dirige para uma cidade no extremo oeste após as montanhas, chamada Bismut.


Determinado a seguir com sua busca para decifrar a relíquia que tem em mãos, Zuko segue viagem até a cidade de Bismut com Caine e Selene. Tencionando seguir até o Grande Leste Vermelho, onde supostamente estaria a mestra do druida e única pessoa capaz de decifrar o objeto mágico confiado ao gnomo, enfrentam diversos contratempos naturais durante a viagem. Chuvas e tempestades frequentes forçaram-nos a procurar abrigo entre as vilas abandonadas das planícies. Num desses lugares, o pequeno grupo encontra uma gnoma em vestes clericais puídas e encharcadas sobre uma armadura metálica com o símbolo sagrado de Seth, aos prantos. Gliese é como se chama. Diz conhecer o caminho até a cidade, e decide guiá-los até lá. Perguntada sobre o porquê de estar chorando, ela diz ao gnomo feiticeiro: “Não sinto mais o poder de Seth…”


Muitos seguidores da igreja de Seth perderam repentinamente seus poderes. Outros ainda mantêm uma fração do poder divino que lhes foi concedido. E muito poucos foram os que se mantiveram incólumes ante o fenômeno. Nasus, em particular, foi afetado de um modo diferente de todos os outros servos: seus poderes de paladino tornaram-se intermitentes; ora funcionam, ora não. A Alta-Inquisidora Vayne foi uma das que perderam completamente seus poderes. Algo de muito errado havia acontecido ou estava acontecendo, e a rais desse problema ela mesma deveria descobrir. Com a igreja enfraquecida, será impossível resistir às próximas jogadas de Astarth se este decidir atacar abertamente. Após ler e reler escritos sagrados, Vayne encontra algo inesperado: o paradeiro de algumas das espadas usadas pelos Paladinos-Deuses. Uma delas, chamada Tarrasque e usada por Gilleas, o deus da Força, estaria encravada sob uma forja sagrada, numa cidade sob as montanhas de Azamat, relativamente próxima a Latimeria, chamada Lamar. E as duas espadas usadas pelo próprio Seth, Buraconegro e Supernova, estariam em outra cidade antiga no coração do imenso deserto vermelho. Exatamente depois dessas descobertas, chegam a Garnos Rudolph e Richard Valan, com a notícia de que Latimeria havia caído – mais precisamente, desmoronado – sob um ataque massivo daqueles não-mortos vindos de Lamar, sob o comando de uma pessoa chamada Amyr Myrack. Ainda segundo os dois colaboradores da igreja de Hilanda, Myrack conseguiu derrubar as proteções da cidade brandindo “uma enorme espada mágica capaz de partir o chão e destruir construções num único golpe”. Sem dúvida, para Vayne, aquela era Tarrasque. A única e desesperada saída para combater o cerco montado por Astarth e seus aliados seria trazer de volta as relíquias de Seth do deserto, concluiu a Alta Inquisidora, e para isso deveria contar mais uma vez com a ajuda de Nasus.


O tempo severo castigava os dois viajantes, uma vez mais tentando atravessar as montanhas para chegar à cidade de Bismut. Estavam vagando pela neve e congelando de frio havia semanas quando foram novamente encontrados pela mesma drow de antes e levados pelos mesmos túneis até o reino drow. A Rainha Harina os recebeu bem, e dela souberam que outros vieram pelos túneis e tinham o mesmo destino que eles. Mais do que isso: souberam que os túneis que levavam ao templo escondido onde residia o irmão do Coringa fora selado, mesmo depois do súbito desaparecimento das criaturas não-mortas que infestavam os demais túneis, mas a rainha não soube dizer o que se deu das criaturas nem do paradeiro do homem do templo. Seguiram por caminhos longos, porém seguros, escoltados pela própria jovem drow de outras ocasiões, até emergirem a pouco mais de um dia e meio de viagem a Bismut.


A sensação de estarem sendo vigiados deixava Zuko cada vez mais nervoso. Mas era isso ou enfrentar as intempéries das quais ele já estava cansado havia muito tempo. Caine e Selene concordaram em segui-lo pelas cavernas sob as montanhas para evitar a neve e a chuva, e não encontraram nenhum perigo real dentro dos túneis. Gliese dizia que aqueles túneis pertenciam aos drow, que possuíam um vasto reino subterrâneo e ocasionalmente mandava emissários a Bismut para negociar mercadorias, mas havia algum tempo que não mais apareciam na cidade. Seguiram por pouco mais de duas semanas sob as montanhas até conseguirem chegar finalmente ao outro lado e vislumbrar a cidade portuária diante deles.


Seguindo as pistas deixadas pelo seu “alvo” como migalhas de pão, Elise depara-se com o mau tempo das montanhas. Nada que fosse problema para a bruxa, não fosse a neve e a chuva dificultarem seu avanço. Encontrando abrigo em cavernas e túneis, também encontrou por acaso os rastros do grupo que seguia à sua frente. As migalhas estavam cada vez mais recentes, e ela as seguia com rapidez ainda maior, até alcançá-los em dado momento dentro do vasto sistema cavernoso sob as montanhas. Ela os seguiu de perto, mas não revelou-se em nenhum momento, por motivos que só Elise poderia dizer… ou não. Quando finalmente voltou a ver a luz do dia, avistou não somente o grupo que havia perseguido, mas também a cidade para onde supostamente estavam indo. Após pouco mais de um mês e meio desde que partiu de Garnos, Elise avista outra grande cidade marítima. Com alguma sorte, sem elfos ou criaturas com tentáculos.


Sob as ordens de Vayne e consequentemente da Igreja, Nasus e seu javali atravessavam bravamente a neve quando foram abordados por três viajantes encapuzados, pesadamente cobertos de peles e panos coloridos. O jeito peculiar com que falavam não deixavam dúvidas: os tengus escoltaram e guiaram o paladino de Seth pelos caminhos mais seguros que conheciam, e onde quer que começasse uma tempestade eles quase milagrosamente encontravam um abrigo próximo. As criaturas tagarelavam o tempo todo, mas um deles não compartilhava do gosto por discussões fúteis dos outros dois – na verdade, passava a maior parte do tempo calado. Avançaram bastante nos dias calmos que se seguiram aos dias de tempestade, e quando chegaram ao outro lado, o membro mais quieto do grupo decide se juntar a Nasus e seguir para a cidade de Bismut.


O navio fora danificado demais e grande parte da tripulação foi perdida no ataque, esse foi o prognóstico do imediato ao chegarem ao porto. Capitã Angela Seawolf teve seu eterno inimigo Wolfgang próximo da ponta de sua lâmina, mas sua tripulação não conseguia defender o navio. Seu ímpeto a levou a abordar o inimigo mesmo sob severa desvantagem numérica, o que não era realmente problema nem para a capitã nem para seus melhores subordinados. Arcantus, seu imediato, conjurou criaturas o quanto pôde para defender a travessia da capitã até seu alvo, mas não foi o suficiente para parar o contra-golpe da tripulação inimiga. A dança mortal entre os dois parecia não ter fim, até Wolfgang valer-se de um truque sujo e deixar Angela vulnerável à sua lâmina envenenada. Antes de virar presa fácil para o próximo e mortal ataque, ela foi salva da morte pela mesma criatura a quem escravizou tempos atrás – uma strix, era como chamavam essa raça alada habitante das montanhas do mundo – e com a capitã segura entre as garras, voou de volta ao seu navio em fuga. Forçada a permanecer no porto de Bismut, o desejo de vingança da capitã só aumenta com o tempo em que é obrigada a ficar parada.

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Alderan, Episódio 40-B
Season Break, atrasado mas aqui

Edir conversa longamente com Elise, descobrindo informações importantes sobre as atividades bruxescas mais recentes. Após descobrir que ela estava ajudando o grupo que ele mesmo mandou para saber notícias de Latimeria, de onde havia muito tempo não se recebia notícia alguma, reiterou o pedido de ajuda e a bruxa tiefling, relutantemente, concordou em prosseguir. Reunindo seus novos companheiros mais uma vez, toma o rumo de Lilken, onde pretende obter mais provisões para seguir com a viagem até as montanhas onde se localiza a cidade anã/gnômica. No caminho, os viajantes avistam uma grande quantidade de pessoas viajando na direção da cidade, e decidem evitá-los. Seguem viagem sem serem notados.

Trolls atacam as muralhas e torres de Garnos à noite e causam algumas baixas dentre os soldados. Blair investiga a cidade por clarividência antes de lançar sabotagens e destruição dentro das muralhas. Em seguida comanda seus subordinados mais fortes (John Pedroso Hard e o Chefe Orc Maridão) a desbloquear os portões da cidade enquanto reúne os trolls continuam sua investida. Vayne e Edir logo aparecem e dão cabo do senhor Pedroso; segue-se um combate que termina na morte de Vayne e posterior ressurreição por Edir. Baldur e Annad decidem ajudá-los na tarefa de eliminar a comandante dos trolls e mortos-vivos, e novo combate acontece sobre as muralhas horas depois. Os defensores de Garnos acabam sofrendo novo revés, tendo a maga como baixa dessa vez, e Blair consegue retornar com o chefe orc de volta ao acampamento. No dia seguinte, a bruxa necromante tenciona levar seus exércitos de esqueletos para as muralhas, mas ao ver as tropas de Garnos saindo com os três adversários de antes à frente delas, acaba desistindo da ideia. Diante disso, a infantaria de Garnos retorna à segurança das muralhas. Mesmo recuando, ela não consegue evitar que o trio de conjuradores entre em combate com seus esqueletos, que acabam sendo parcialmente dizimados antes dela mesma intervir e fazer com que eles desistissem do combate. Em face da dificuldade de enfrentar um inimigo tão poderoso, Edir pede a Baldur para que veja o porquê dos reforços vindos de Lilken ainda não terem chegado.

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Alderan, Episódio 40-A
O Gnomo, a Gata e seus Cem Gatinhos

Zuko decide viajar para o norte antes de partir para o grande deserto a fim de saber o que a gata-bruxa Wyrd queria ao tentar contato com eles muitos dias atrás, no templo de Nerull. Subindo o rio Lilken em montaria fantasmagórica, o gnomo, Selene, Caine e seu tigre de estimação encontram nada além de vilas de pescadores, abandonadas ou não. Até que numa noite em que todos dormiam em acampamento recém montado, um homem aleatório é atacado pelo felino do druida, mas não demonstra nenhuma hostilidade – na verdade, o bichano acaba por se afeiçoar ao estranho – e, como o sujeito não é muito de falar e aparenta estar perdido, o druida decide consultar Zuko, semiadormecido e de mau-humor por ser constantemente acordado no meio da noite, se o homem pode se juntar ao grupo. O gnomo concorda e se vira para o outro lado, roncando. Na manhã seguinte, o grupo retoma a viagem, que termina poucos dias depois na própria cidade de Lilken, um pedaço decadente e malcheiroso de mundo. Suas grandiosas construções de outrora deterioram a olhos vistos, mas suas muralhas continuam firmes. Zuko passa por um de seus portões abertos, apesar de já ter anoitecido. Descobre o motivo em seguida ao ver a tropa em formação marchando para fora da cidade. Algumas ruas depois, o gnomo encontra um guarda e pergunta se havia algum povo-gato na cidade ou próxima a ela, e o homem o informa gentilmente onde encontrá-los.
Do outro lado do rio, Wyrd mais uma vez cuida do acampamento de sua tribo enquanto ouve as repetidas queixas de todos representadas na voz do ancião catfolk. O comportamento “estranho” de vários membros da tribo, somado a outros motivos que não lhe cheiravam muito bem, a fez decidir por acampar do lado de fora das muralhas – mais especificamente do outro lado do rio. Estava em um momento ocioso quando o velho a avisou sobre a esperada visita do gnomo. A bruxa-gto soube controlar suas emoções metodicamente ao vê-lo, mas Zuko não se conteve ao correr para abraçá-la. Houve uma longa conversa a partir de então, e ambos se colocaram a par das situações de seus respectivos ex-grupos e de seus rumos a partir de então. Zuko tenta convencer a bruxa-gato a acompanhá-lo em sua quest, mas Wyrd recusa devido à sua responsabilidade com seu povo. No entanto, combinaram de reencontrar-se algum tempo depois, quando ela tivesse resolvido o problema da tribo. Então, Wyrd providencia um semiplano confortável para o grupo do gnomo passar a noite, e retorna aos seus afazeres. Dentro deste semiplano, Zuko percebe uma anomalia no “céu”, como se estivesse sendo rasgado, revelando um outro céu… algo que Selene, ao ver, apavora-se de imediato. Seu conhecimento diz que o semiplano pode acabar sendo de fato “rasgado” e que seu conteúdo pode cair no errático Plano Astral. Motivo pelo qual ela e o homem estranho saem correndo para fora quando Wyrd reabre o semiplano. Embora soubesse de tudo isso, Selene pouco diz a respeito e Wyrd considera aquilo como algo comum, uma vez que não houve nenhuma vítima desde que ela aprendeu a conjurar o semiplano. Pro fim, ambos saem para fazer as compras na cidade de Lilken: Zuko arranja suprimentos e roupas novas, enquanto Wyrd providencia tanto suprimentos quanto transporte para sua tribo. Ambos patem para missões diferentes, cujos caminhos prometem cruzar-se mais uma vez um dia.

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Alderan, Episódio 39
A Calmaria Antes da Tempestade

O Coringa e suas duas parceiras ( ͡° ͜ʖ ͡°) enfrentam o mau tempo de começo de inverno nas planícies a oeste de Garnos, e encontram uma fazenda abandonada. Percebendo perigo, o próprio manda a ruiva investigar o estábulo e a paladina-mirim ficar entre os dois para dar suporte ao que precisar primeiro. Logo, o ladino encontra um espantalho, que o domina mentalmente e atrai um enxame de corvos para devorar sua próxima vítima. Felizmente, o Coringa resiste às primeiras bicadas e foge para dentro da casa junto com as duas mulheres, onde são encurralados tanto pelo espantalhe quanto pelos corvos. Graças à astúcia da ladina ruiva e à sua capacidade de virar alvo fácil por culpa do Coringa, eles conseguem neutralizar os corvos e destruir o espantalho, seguindo para Garnos logo depois que a chuva cessa. Dias depois, encontram uma cidade fechada e tanto Katarina quanto o Coringa conseguem entrar furtivamente, deixando a pobre paladina sob custódia da guarda da cidade.
Enquanto Zuko sai para procurar (inutilmente) por conhecimentos úteis para sua missão individual, Badur, Edir, Vayne, Selene, Asha-20-DV-e-Carisma-18, Caine-o-druida-AFK e quem mais esteve presente na sala do mapa dentro da Academia Arcana presencia a chegada de Sor Chockobo. Edir e Vayne informam-na sobre o ataque, e ela afirma que os reforços de Lilken já estão a caminho. Vayne decide que Nasus irá liderar o destacamento de 50 paladinos de Seth enquanto ela tentará se infiltrar pelas linhas inimigas para dar cabo do seu líder e, a pedido de Helveska, a Sor Chockobo, se dirige até o templo de Seth para buscar ajuda para os seus companheiros mortos.
Yasuo e sua senhora rabo-de-peixe acordam dos mortos pelas mãos do padre Thomas, o qual os atualiza sobre onde estão e o que está acontecendo na cidade. Vayne os leva até a presença daquela que os trouxe para a cidade em sua ave de batalha, dentro da Academia Arcana.
Elise acaba de acordar em seu confortável quarto de estalagem e vê o Coringa correr olhando para os lados e esbarrar na frente do novo templo de Seth e decide ir até ele. Saindo deste templo, ela também vê um homem de olhos puxados portando uma espada, uma mulher vestia em couro portando uma balestra e uma sereia serpenteando agilmente para acompanhar o passo dos outros dois. Ao ouvir o nome “Vayne”, finge que a cena não é com ela e sai à francesa. O Coringa é levado para a Academia e encontra-se com seus antigos companheiros de grupo que não via há muito, muito tempo: Baldur e Nasus. Reação emocional ao vê-los: nenhuma. Reação deles ao vê-lo: nenhuma. No momento seguinte após o Coringa transmitir seu relato, o jovem estagiário-porteiro informa que os nobres de Garnos requerem a presença dos representantes e responsáveis pela defesa da cidade. Edir se oferece, e vai junto com Baldur devidamente disfarçado.
Na assembleia, Edir confirma que a escolha sobre a sucessão deve ser feita logo depois de derrotada a ameaça dos mortos-vivos. No entanto, uma mulher conhecida por Baldur e Edir como “Branca” chega ao salão e exige, em tom de ameaça, que um suposto trato seja mantido. Edir também o ratifica, no mesmo tom de ameaça, e Baldur menciona o nome “Splendor” à moça em um tom casual, mas ela reage como se essa fosse uma ameaça de verdade.
Blair ordena à Clarissa que entregue uma mensagem aos líderes da cidade e ela a “invade” via teleporte, indo parar no quarto de taverna onde está Elise. A maguinha pede ajuda para localizar os tais líderes, e acaba sendo encontrada por Edir, a caminho da Academia Arcana. Ela desaparece e retorna a Blair sem cumprir sua missão enquanto Elise acompanha Edir para dentro da Academia.
Nasus reúne os paladinos e os comandantes das tropas de Garnos reúnem seus soldados e se dirigem ao portão Sul, de onde soou o alarme. Encontram Blair e o maridão na frente dos portões. Nasus toma a dianteira e fala em nome da cidade, mas não aceita os Termos e Condições impostos pela bruxa-lich, que ordena ao maridão a condução do cerco à cidade.
Zuko, após seguidas tentativas frustradas de investigação sobre magia antiga/relíquias sagradas/dragões/algo minimamente útil para sua quest decide partir junto com o druida-AFK e a senhorita instamob em uma busca maior do que um mero exército de mortos-vivos sangrentos flamejantes comandados por um lich fazendo cerco a uma cidade com poucas chances de resistir. Despede-se do bardo e inicia a jornada rumo ao Grande Leste Vermelho com seu novo grupo com um teleporte para longe das muralhas e dos mortos-vivos.

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Alderan, Episódio 38
Entrando no Inferno

Hans retorna das cavernas da antiga Lamar para o covil de Astarth após reunir todos os dois mil não-mortos que haviam na região. Pede ao arquidemônio ajuda para traze-los no menor tempo possível, e este concede-lhe um anel mágico para tal propósito mediante mais algumas assinaturas. Reunindo todos os não-mortos, o antipaladino os faz marchar pelas montanhas, onde após alguns dias ocorre um ataque de wyverns sobre seu “exército”. Ao tentar defendê-los, Hans acaba sendo envenenado pelos ferrões dos dois répteis voadores e é salvo pela sua serva succubus à beira da morte. Mais algumas assinaturas depois, ele recupera sua saúde e é levado de volta pela própria succubus de volta à marcha com os não-mortos.

  • Durante o caminho para a floresta ao sul, o grupo de druidas, lagarto, oráculo e orc é atacado por criaturas transdimensionais que aparentemente caçam e se alimentam de outras criaturas que se utilizam de meios transdimensionais de locomoção – como criaturas invocadas e teleportes. Cães de Tíndalos. Um longo combate, zilhões de crocodilos invocados e muita magia gasta, eles fogem mas um dos agressores é capturado e morto pelos jacarés e por Aurélio, o dinossauro pet da druida porn.
  • A halfling Julia questiona o porquê de tamanha movimentação de tropas indo para o sul e tenta convencer Helveska a descobrir o que está acontecendo antes de continuar a viagem até Latimeria. Uma vez que Garnos está muito mais perto, Sor Chockobo acata a decisão da halfling e, embora relutante pelos tentaculosos traumas dos quais se lembra terem ocorrido lá, Elise concorda em acompanhar o grupo. Viajam por mais alguns dias em direção à cidade, mas quando encontram uma vila ribeirinha abandonada com meia dúzia de estátuas de esqueletos humanos, o grupo pára. Tempo o suficiente para outros dois esqueletos de pedra brotarem do chão e os atacarem. Um duro combate contra eles acaba por deixar o espadachim-conjurador-estrangeiro e sua companheira escamosa dos mares mortos (NEEEEEEEEERRRRRRF!!), mas Elise consegue salvar Helveska, a halfling e o chockobo teleportando-os diretamente para Garnos, ainda voltando até lá para destruir as criaturas restantes e recolher os corpos dos companheiros mortos falecidos que acabaram de morrer. Tanto Elise quanto Sor Chockobo reconhecem as pessoas que acabaram de brotar no meio da rua em frente à grande construção – o velho, o gnomo que anda sempre com ele, o paladino e algumas mulheres desconhecidas. Veska decide ir antes a um templo, e encontra um destacamento de guerreiros de Seth indo em direção a um templo aparentemente novo do deus em Garnos. Lá, eles ouvem o sermão de um padre e entram no recinto, enquanto Hel pede ajuda ao clérigo para reviver os seus companheiros e fica sabendo que a Alta Inquisidora Vayne está na cidade (não necessariamente nessa ordem). Ele diz que não tem como ajudar no momento pois a igreja está sem recursos, e então Sor Chockobo decide ir falar com a inquisidora-mor na academia arcana. Enquanto isso, Elise, já devidamente disfarçada como uma plebeia qualquer, perambula pelas ruas desertas da cidade e pressente algo… ruim. Por algum motivo, ela sai correndo e gritando pelas ruas, até esbarrar num homem alto, vestido de preto, sorridente… e sem rosto. Ela tenta inutilmente congelar seus ossos, e o monstro a agarra quando tenta fugir. Evidentemente a contragosto, a criatura transmite uma breve mensagem do seu mestre à bruxa traumatizada, relembrando-a de sua “missão”, e a deixa ir. Em pânico e sentindo-o próximo a cada esquina, ela finalmente encontra um guarda da cidade, que a leva a uma estalagem e a deixa aos cuidados de um velho estalajadeiro.
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Alderan, Episódio 37-A
Deixando o Paraíso

Baldur Theo (que não é mais Baldur nem Theo) designa Nasus e Caine para fazer companhia à cidade das amazonas junto com seu novo amigo mercenário do oriente Hirayoshi, sob a condição de levá-los de volta quando retornar com outros homens com a mesma saúde e porte deles. Ainda em negociações com a rainha, o bardo pede alguma ajuda extra sob a promessa de livrar a cidade da maldição e até mesmo de achar as supostas outras relíquias para reviver outra das deusas antigas. Enquanto isso, Zuko tenta ativar a que está em seu poder dentro dos aposentos reservados a ele, sem sucesso. Selene, a meio-aberração-instamob, percebe movimentação do lado de fora do castelo. Ela avista em seguida a androesfinge Nerull pousando no grande pátio. Guardas correm alvoroçadas pelo castelo, duas delas avisando a rainha da chegada do monstro. O burburinho atrai a atenção de Zuko, e logo estão todos do lado de fora. Baldur se adianta e conversa com Nerull sobre o motivo da “visita”, e este avisa sobre outra visita inusitada: a bruxa-gato esteve procurando um lugar seguro para seu povo, tendo ido até seu templo para pedir-lhe conselhos. Além disso, haviam assuntos a serem tratados com a rainha das amazonas (devidamente mal-interpretados pelos forasteiros, é claro). Quando Nerull pergunta sobre o motivo das amazonas não mais terem visitado o templo e a rainha tenta se explicar culpando o mau-tempo, Baldur intervém explicando que podem haver criaturas poderosas por trás das mudanças bruscas no clima da região, convencendo a androesfinge a resolver o problema se quiser ter as amazonas de volta à sua casa. Zuko se retira discretamente para o templo das adeptas, e Baldur pede novamente uma pequena ajuda da rainha, sob a forma de aliadas. Ela designa sua própria filha, chamada Asha, para acompanhá-los. A moça reluta mas acaba concordando com os argumentos do bardo, afinal. Zuko chama a jovem adepta que conheceu no dia anterior para uma conversa particular ( ͡° ͜ʖ ͡°) e vão para os aposentos do gnomo em seguida ( ͡° ͜ʖ ͡°). Ele pergunta sobre o que as sábias decidiram, e a jovem responde que todas gostariam de partir em busca de respostas mas não podem deixar a cidade. Zuko então mostra sua relíquia pra ela ( ͡° ͜ʖ ͡°) e revela que pretende ir atrás da única pessoa que sabe como utilizar magia antiga para ativa-la e que o druida que veio com seu grupo é um aprendiz dela. A adepta acaba se convencendo de que será uma boa ideia te-lo por algum tempo ( ͡° ͜ʖ ͡°) para que possam saber mais sobre essa pessoa, mas Zuko diz que eles partirão logo. Mesmo assim, a adepta agradece e volt aos seus afazeres. Enquanto isso, Hirayoshi aproveita o tempo livre para continuar estudando as peculiaridades da cultura local, apenas observando as construções e casas da cidade. Retorna na hora em que todos sepreparam para voltar a Misk e se despede do grupo, que se teleporta via gnomo sem os irmãos que o bardo veio resgatar. (Asha comete o erro de tocar no gnomo e acaba tomando um choque violento durante o ato). Ao notar o equívoco, já na frente do templo do Grande-Deus-Hilanda-do-Comércio-e-dos-mares, Baldur tem a ideia de já mandar os “homens prometidos” de volta, mas antes disso todos notam a grande quantidade de elfos e elfas em meio às pessoas da cidade. O bardo ainda é interceptado pela senhora sua mulher barda Aldina, que o chama para um particular depois de vê-lo na companhia de duas outras mulheres. Zuko decide explorar o templo, estranhamente vazio para a hora do dia em que chegaram, e encontra o jovem acólito que os acolheram da primeira vez que chegaram ao templo. Ele revela que todos esses elfos vieram de navio da cidade destruída deles, e que há um exército de mortos-vivos marchando em direção a Garnos, onde Edir e Vayne supostamente já estão. Baldur recebe essas mesmas notícias de Aldina, bem como a de que há um exército de Lilken está vindo do norte também em direção a Garnos, e mais a de que ele será pai de um menino chamado Devan. Em seguida, ele sai à procura dos homens prometidos à rainha das amazonas com Asha, e depois dela quebrar alguns queixos durante a seleção, retornam com um cantor e um elfo. Zuko os leva junto com Selene de volta ao caminho para a cidade das amazonas (que é protegida magicamente contra invasores com teleporte). Baldur corre até o templo de Seth, onde encontra o padre Thomas e pede que mande mensagens urgentes a Edir informando sobre o resgate dos dois irmãos Luthgar, e mais uma destinada à reitora da Academia Arcana de Garnos, chamada Annad, que logo aparece à sua frente. Catando mais dois distintos felizardos para servir às amazonas ( ͡° ͜ʖ ͡°), eles e Asha voltam ao caminho para a cidade. Enquanto isso, Hirayoshi começa a desempenhar seu papel de convidado de honra no templo dedicado à deusa do amor e da fertilidade, mas no fim do dia é intimado a comparecer à presença da rainha. Baldur encontra Zuko resmungando do lado de fora junto com os dois primeiros sortudos aleatórios, e logo pede para ser levado até à rainha. Todos se reúnem no salão do trono, e a rainha deleita-se com a palavra cumprida pelo nobre bardo, liberando Nasus e Caine para seguirem com o grupo. Ao ouvir sobre o que está acontecendo nas terras de lá, Hirayoshi toma a decisão mais importante de sua vida: ficar e conhecer mais profundamente ( ͡° ͜ʖ ͡°) a cultura das amazonas. Então, o restante do grupo teleporta até Garnos, na frente da Academia Arcana. Annad os leva até a presença de Vayne e Edir, debruçados sobre um grande mapa numa grande mesa de um grande salão no final de um grande corredor. Edir revela que os exércitos de Lilken foram convocados por uma pretendente ao trono chamada Branca, a qual supostamente pretende usa-los para defender a cidade, embora estejam ainda a alguns dias de viagem e a ameaça dos esqueletos já seja iminente. Revela também que a ordem de paladinos de Seth e parte do clero de Hilanda também veio para auxiliar nas defesas da cidade, mas a dúvida que ainda paira é sobre o grande exército que vem descendo de Lilken e seu verdadeiro propósito.

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