A Era das Chamas

Os humanos desvendaram os segredos da magia élfica, e logo passaram a usá-la como arma. Empreenderam uma nova guerra de conquista, e conseguiram tudo o que poderiam ter. Escravizaram os orcs, expulsaram os anões para as montanhas, espoliaram halflings e gnomos, os quais foram se refugiar nos ermos e florestas. Nada parecia detê-los. Exceto eles mesmos.

Foi assim que, séculos depois, incapazes de contentar-se com o que tinham, passaram a cobiçar e a hostilizar a si mesmos. Separaram-se em reinos, cada qual com seu líder. As raças de orcs e goblinoides viram isso como um sinal da antiga deusa Arir, a semente da discórdia plantada entre os inimigos. Instigados por isso, iniciaram uma revolta num dos reinos humanos, tendo feito algo incomum para seres como eles a fim de alcançar a vitória: planejar. Unidos sob a bandeira de Arir, os revoltosos conseguiram conspirar guerras e mais guerras entre reinos rivais, vendendo seus serviços como mercenários e espiões. O reinado humano entrou em colapso.

Orcs e goblinoides voltaram a vagar pelo mundo, livres – agora eram os próprios humanos os escravos. Aqueles que escaparam do jugo orc fugiram para terras distantes, e a exemplo dos elfos desbravaram os mares e nunca mais foram vistos. Enquanto isso, os anões se estabeleceram no que hoje é conhecido como as Montanhas de Ferro, fundando seu reino subterrâneo, o mais antigo que existe até hoje.

A mesma falta de coesão que levou os humanos à ruína também levou os orcs. Em vários lugares e de várias formas, os humanos conseguiram retomar lentamente seus territórios, e expulsaram-nos de volta às periferias de suas terras. As disputas entre as Deusas se reacenderam, e o fanatismo de cada lado levou o mundo a mais uma guerra total, onde o maior vencedor foi a destruição.

A Era das Chamas

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