A Era do Êxodo

Os conflitos entre as várias raças arrefeceram, e cada qual buscou seu lugar nas terras de Rur. A maioria das criaturas viraram as costas para suas deusas, e decidiram não mais lutar por elas. Assim começaram a nascer assentamentos, comunidades e pequenos povoados, afastados de onde quer que estivesse ocorrendo batalhas. Aqueles que ainda desejavam servir às Deusas começaram a se agrupar, formando o que seria o início de duas igrejas. Dentre todas as raças existentes, uma passou a se destacar: os humanos. Inventivos e de espírito livre, se espalharam rapidamente por todos os lugares e possuíam características tão miscigenadas das criações das duas Deusas que nem mesmo os elfos conseguiam dizer com absoluta certeza quem delas os criaram. Apesar disso, a maioria deles dizia ser Filho da Luz, mas houve quem acreditasse que fora a própria Rur quem os criou.

Na tentativa de erguer mais cidades como Ethérien, os elfos também passaram a expandir seus territórios e a povoá-los. Lutaram por diversas vezes contra tribos de selvagens e monstros, e logo conseguiram sua parcela de terras. Tomados pela inveja e pela cobiça, os humanos atacaram as novas cidades élficas e muitas delas foram saqueadas pois ainda estavam desprotegidas. Os elfos responderam com mais violência, e logo a guerra tomou maiores proporções. Nenhuma outra raça se envolveu no conflito, que terminou com a conquista humana das terras élficas e a destruição e saque da outrora gloriosa Ethérien.

Amargurados, os sobreviventes fugiram para o litoral e construíram embarcações gigantescas, esperando navegar até o fim do horizonte para reencontrar sua Deusa Benir, que há eras havia os abandonado. Partiram rumo ao desconhecido, e muitos pereceram durante a viagem de fome ou de doença. Aqueles que conseguiram sobreviver não encontraram a Deusa, mas um novo e aparentemente desabitado continente, o qual seria seu lar até os dias de hoje.

A Era do Êxodo

Aldard - A Sexta Era anatnasoicram