Cidades de Alderan

Lilken

A mais antiga cidade humana fundada nessa região é a maior, mas não a mais próspera – na verdade, a cidade está cada vez mais decadente, desde que a família Rakhart assumiu o trono e decidiu empreender vastas somas do tesouro local em incursões às Montanhas de Azamat em busca de ouro e metais preciosos, com resultados desastrosos – posto esse que foi assumido pela rival Garnos, ao sul do rio. A alta dos impostos sobre a população a fim de sustentar as finanças reais, gastas com pouco critério e muita corrupção, fez nascer muitos movimentos e facções que atuam à margem da lei e/ou contra o rei Amarant Rakhart, e suspeita-se que um golpe esteja sendo preparado – quem assumirá o trono, porém, ainda é uma incógnita.

Garnos

Servindo de entreposto comercial entre várias cidades da Planície de Lilken, Garnos enriqueceu rapidamente através dos diversos acordos entre comerciantes e mercadores de praticamente todas as sub-regiões de Alderan. Fundada há pouco mais de 400 anos, a cidade fora planejada justamente para ser o que é hoje: o maior repositório de mercadorias e serviços já visto deste lado do mundo. Com o acúmulo de riquezas, vieram mais empreendimentos como escolas arcanas, universidades e colégios de artes e mesmo um monastério fora erguido dentro de suas muralhas, por um pequeno grupo de combatentes desarmados vindos de terras a oeste do grande deserto. O Duque de Sakhir, descendente de povos do Leste Vermelho, comandava nominalmente a cidade, embora estivesse mais contente em deixa-la crescer a seu próprio modo e coletar os impostos como lucro pela intensa atividade comercial presente nela. Com a sua morte recente, porém, um vácuo no poder foi deixado e as antigas famílias nobres tentam cada uma pôr seu próprio representante no cargo mais alto da cidade – o que inevitavelmente está levando-a a crises mais profundas enquanto não há nenhum consenso quanto à sucessão do Duque.

Dyll

Sede da Ordem da Antiga Deusa, esse é um dos poucos lugares do mundo onde ainda se cultua a antiga Deusa-Luz. Embora há muito os sacerdotes tenham perdido seus poderes, eles mantêm antigos ritos e celebrações. Isto porque, apesar de saberem sobre os eventos que levaram à destruição das antigas deusas e o surgimento das novas divindades, a Ordem se negou a abandonar sua religião. O culto aos novos deuses nessa cidade é proibido, mas conjuradores divinos têm permissão para atuar de outras formas – desde que não infrinjam as outras leis locais. O regente da Igreja de Benir, o alto-sacerdote Sigmund Madan, também é o governante de Dyll. Recentemente alguns sacerdotes despertaram poderes divinos, e isso é tido entre os membros da Ordem como um sinal de que Benir está voltando – mas na verdade isso pode muito bem se dever ao fato de haver “traidores” dentro da Igreja…

Misk

A descoberta de jazidas de diversos minerais nas Montanhas Atrozes levou muitas pessoas habitantes da região central da planície de Lilken até lá, e parte delas se arriscou por entre os picos íngremes infestados de monstros a fim de chegar às prometidas riquezas no coração da cordilheira. Outros sabiam construir barcos. Fundando duas cidades portuárias, a segunda parcela de exploradores conseguiu estabelecer uma rota segura para os minérios extraídos das perigosas cadeias rochosas e minimizou o problema do transporte destas para o restante da região. No entanto, onde há ouro há ladrões – e os portos de Misk são constantemente alvo de ataques piratas, os quais utilizam armas de projéteis feitas com um certo pó explosivo, cuja procedência nem mesmo os piratas conhecem ao certo. Consideradas ilegais e perigosas no restante de Alderan, as “armas de fogo” são encontradas unicamente em Misk para compra e venda de forma lícita, embora somente os piores artigos estejam disponíveis – as armas à disposição são em grande parte aquelas apreendidas dos próprios piratas capturados ou mortos nos vários confrontos com a Armada local, a qual só recentemente vem se equipando com tais armamentos.

Valencia

Fundada à mesma época de Misk, esse é o único ponto de escoamento dos exóticos e valiosos minérios vindos das Montanhas Atrozes. O trabalho escravo/forçado é regulamentado, seja por dívidas ou como forma de punição por crimes, e a maioria dos trabalhadores nas minas existentes nas montanhas é composta por criminosos capturados em vários pontos de Alderan e enviados para Valencia. O forte esquema de segurança e os diversos monstros que habitam a região tornam qualquer tentativa de fuga inviável, ou no mínimo algo insano. Há todo um comércio em torno da mão-de-obra escrava, fato convenientemente ignorado por todas as outras cidades, que a vê nada mais como uma “gigantesca masmorra de capacidade infinita, o inferno na terra” – palavras do próprio administrador da cidade, Elder Maximus, há 40 anos no cargo. Em seu governo, o velho ex-combatente usou todos os recursos ganhos com as jazidas para transformar a cidade num gigantesco forte, para resistir não só aos piratas que infestam os mares locais, mas também para se proteger de ataques dos monstros vindos das montanhas. Como resultado, esta é a cidade onde existem mais (ex-) criminosos e também a mais segura de toda Alderan.

Latimeria

Sua população consiste em sua quase totalidade de anões. Esta é uma das poucas cidades de anões sobre a superfície, e é apenas a parte visível de um reino anão escavado sob as rochas. O comércio de metais era intenso, com rotas marítimas que se estendiam até o outro lado do continente. Hoje essas rotas resumem-se apenas a Bismut e Lilken, e mesmo essa segunda está dando sinais de desgaste. O aparecimento de monstros marinhos nas últimas décadas tem afastado os navegadores das águas do Mar de Cobre, e os anões estudam construir uma via subterrânea através do sistema de cavernas sob a cordilheira de Azamat, bem como expandir seus territórios em busca de mais riquezas. Um obstáculo, porém, é o constante conflito com os trolls-das-cavernas e um grande monstro libertado acidentalmente por mineiros, o qual vaga periodicamente pelos túneis e cavernas naturais. Muitos valorosos guerreiros anões foram perdidos para tentar detê-lo, e a criatura ameaça destruir seu reino a cada nova aparição.

Bismut

Uma cidade inicialmente habitada por anões, mas hoje integrada com membros de muitas outras raças. É a principal porta de entrada para as terras de Alderan, um porto seguro para os desbravadores do Mar de Cobre, muitos provenientes do restante deste continente (e embora muito raramente, de outros). Apesar dos perigos monstruosos das profundezas e dos ataques piratas na superfície, as rotas de comércio com os povos do leste, tanto do Grande Deserto quanto das terras além, ainda são mantidas. Como resultado, esta é uma das cidades mais prósperas, financeira e culturalmente. O Conselho é formado por cinco integrantes, cada um de uma raça – humano, anão, orc, elfo e halfling – e trata suas questões com representantes de cada distrito, numa espécie de senado.

Anadyr

A cidade élfica está situada na orla do Bosque de Benir, e seu contato com as outras cidades é fraco e muitos a consideram uma cidade isolacionista. A cidade em si é autossuficiente e pouco populosa. O que impressiona são suas grandes e refinadas construções, que apesar de bastante antigas são bem-conservadas – assim são as catedrais, escolas de artes e a sede do governo. Apesar de serem bastante restritos quanto à visita ou permanência de não-elfos, aqueles que são aceitos passam a fazer parte da sociedade élfica, e portanto têm direito de ir e vir à cidade e às terras pertencentes aos elfos. No entanto, devem arcar com as responsabilidades decorrentes – como servir na defesa das terras e jurar lealdade a cada cidadão élfico. Anadyr não possui governo centralizado – as decisões são tomadas em assembleias onde a maioria da população é ouvida e votações ocorrem, e são presididas por aqueles considerados os mais sábios (ou velhos, o que na maioria dos casos recaem em coincidência). Não é raro, porém, que elfos saiam dos limites de suas terras para vagar pelo restante de Alderan – inclusive existe o costume entre os elfos de ao menos uma vez na vida sair de suas terras e viajar por pelo menos um século antes de retornar para casa. Curiosamente, o costume é idêntico entre TODOS os elfos do mundo.
Recentemente a cidade foi invadida e tomada por um exército de orcs e trolls liderados por bruxas vindas do pântano, sob circunstâncias estranhas – os civis e a maior parte dos elfos mais aptos a combater esses invasores evacuou a cidade, e apenas os soldados de baixa patente ficaram para defendê-la juntamente com o general Landar, que ficou integralmente responsável pela organização de suas tropas. Após o fim da sangrenta batalha, o general fora decapitado e um exército de esqueletos fora formado com os cadáveres deixados na cidade por meio da magia necromântica das bruxas, e hoje Anadyr passou a ser uma vasta necrópole.

Cidades de Alderan

Aldard - A Sexta Era anatnasoicram anatnasoicram