Aldard - A Sexta Era

Episódio 44

O Poder das Palavras

Deixando os forasteiros para trás com seus problemas, capitã Seawolf cogita a hipótese arriscada de se envolver na demanda contra o dito demônio que os forasteiros dizem querer combater e para quem a cachoeira-humana-recém-capturada-por-eles trabalhava, logo desencorajada por seu navegador e gigolô com cheirinho de elfo Arcantus e sua imediata, capataz e projeto de harpia Ula’ena. Após rápida conferência dos espólios deixados pela maga chorona, Angela confisca a maioria dos bens para si e deixa um pequeno amuleto para a strix, a pretexto de pagamento. Ula aceita a contragosto. Na noite do mesmo dia em que zarparam, a mesma mulher-corvo avista do alto do seu caralho um névoa claramente antinatural se aproximando do navio. As manobras de Arcantus para desviar da dita-cuja não surtem efeito, pois a névoa segue ao encontro do Mustapha Voador, tomando-o quase por completo. Todos se prontificam para o combate iminente, incluindo Yorg, o meio-capiroto-da-poker-face. Arcantus dissipa parte da névoa com magia, enquanto gritos e ossos quebrando são ouvidos ao longe (não, não são os de Yorg. São de algum marinheiro no lugar errado, na hora errada, enfrentando o monstro errado). Uma esfera de fogo atravessa o ar sobre o navio, acertando Ula. Em meio ao caos, Yorg emerge das brumas, para ser terrificado pela presença de um dos monstros, uma bruxa-dos-mares, e sofrer com a perda sobrenatural de parte de sua força. A capitã ataca o monstro impiedosamente, logo seguida por Ula, e despedaçam-na. Após outro grito de agonia na névoa, passos pesados são ouvidos e uma segunda bruxa emerge e ataca as duas. Mesmo sob os golpes de Angela e o enredamento de Ula (e os ataques pouco efetivos de Yorg, debilitado pela primeira bruxa), a criatura consegue agarrar a capitã somente para perecer em seguida pelas mãos da strix. Por fim, a esfera de fogo viaja até o local do confronto e explode em todos os envolvidos. Era uma bruxa-do-sangue. Um breve combate se desenvolve, e ao perceber a desvantagem em que se encontra, a criatura foge se transformando novamente numa esfera de fogo, deixando o navio. A viagem proseegue sem mais incidentes durante o resto da noite.

Uma longa conversa se segue após a chegada de Nerull no agora florido e revitalizado templo da androesfinge, tanto entre o dito-cujo e o grupo (menos o gnomo) quanto entre a guardiã-geomante e o gnomo (menos o grupo). Com o aval da mulher-planta, Elise resolve manter a maguinha-ex-KS-chorona em coma induzido combinado com animação suspensa num esquife de gelo. Determinados a aprender mais sobre o artefato que tinham em mãos e em saber como utilizá-lo em seu benefício, Zuko, em nome de todo o grupo, pede para que a guardiã ensinem-lhes a forma antiga de magia, as palavras de poder. Ela alerta que esse será um processo bastante lento, especialmente para aqueles que não conhecem bem as nuances da magia, mas mesmo assim o grupo persiste. Cinco longa semanas se passam em aprendizado, e somente o clérigo tengu consegue finalmente aprender o necessário para ativar o item, que não só é capaz de revelar o paradeiro das armas sagradas usadas pelos antigos Paladinos (e agora Deuses) quanto também é capaz de coisas ainda mais poderosas, como revelado pela geomante, por possuir uma ínfima parte da essência de Benir, a antiga Deusa bondosa. Usando-o para localizar as Espadas Sagradas, Kraa descobre que uma delas está em Dyll, enquanto outras duas estão para além do continente, supostamente no Grande Leste Vermelho. O próximo destino dos aventureiros, portanto, está decretado.

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